antes de ler esqueça as letras



quinta-feira, 23 de junho de 2016

TERRENO DE LUTA [CANDURA]




fala-se por dentro 
os nossos hábitos

até que tudo
 pare
pelo deserto sem voz


 como uma mão ativa
 descendo viva

 no jeito
 piedoso  e comum 


fala-se por dentro
essa voz íntima e sem fim


terça-feira, 14 de junho de 2016

SOL [dom de resolver]




"...muitos dos ventos eram recebidos pelo sol - e sozinho o sol, varria as asas dos pássaros - que por sua vez, eram anjos no interior da pele do céu -
eu gritava no meio da rua pra ela.  -veja, o sol!

o tempero do suor do sol, refrescava a parede nua descascada do hábito de alguém - milagrosamente ninguém percebia - era poesia. E era determinante pra vida inteira "

quarta-feira, 11 de maio de 2016

RESERVAS E DESERTOS, POR DENTRO DO BEIJO DO VENTO



grande era o menino
que tossia pela sua glote.

valente

...cheirador de vento. acostumou-se, em Vida.  ritmo e fé...

distraia-se lá, em seu si. nos fundos daquele quintal,
sacudia sua tosse  por dentro do amor, e dos hábitos.
 ...latas, pedras, ferrugens  e clichês  gestos,  retocavam  seu jeito.
borboletas e andorinhas, sobrevoavam repetidas vezes o mesmo ar,
lá...

 grande era o menino
pálido e índio
caçador e só.


lá, era assim :

...e o costume estranho,
 de pensar que a vida era para sempre.









segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

PURO SANGUE








O

 cavalo 

usava

beltranos

fulanos


derrotava grama na boca,

cagava na praça,

rinchava falando de cansaço e /-\|\/|[ ]R

Ele
amava alguém.

 -Eu vi!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

VIAJANTES





A uns dez mil quilometro da sua boca
a estrada era feita de palavras
Rodovias libertavam-se ao teu encontro

Placas direcionavam ao seu eu

Sua afeição retocava a paisagem
e o horizonte piscava no labirinto dos olhos

Passageiros do mesmo lugar
Seguíamos sem  retrovisor

[...malas cheias de afetos,
reme chiamos os gestos
nós tornando...]

Seguindo o sol, noites se tornavam claras e obvias,
pistas em placas diziam ; PARE
E não ousava parar

Atravessando fronteiras, dedicou-se as esperança e ao lugar incomum.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Divorciados do futuro



era a era da solidão dos divorciados
Dos filhos sem uma pátria, chamada família

ninguém escapava
o amor acaba mesmo.Sem culpa!

era assim,
época do prazer e angústias.
século da depressão, do feminismo
da informação rápida, do alimento s/ gosto,
Da morte prematura. E do medo!

era o tempo do acumulamento de bens,
das doenças psíquicas. Do se ter tudo. E morrer por nada, nada...

confiávamos sem cessar em nossa grana e na falta dela.
A vida era nova e dura
e ninguém se apaixonava  mais
pelo o acaso, nem pela beleza.

Era a vida e seus milagres


repetidas vezes,
nossa mente era invadida por problemas e afazeres do cotidiano.

não usávamos mais varais e poucas vezes olhávamos pro céu

os homens andavam em cima de prédios
construindo futuros...

balas-perdidas acostumavam da audiência
nos jornais
Era fácil amar o medo
E o que não era Amor.